Roteiro da minha viagem pela Índia

segunda-feira, novembro 21, 2016

Organizar um roteiro pela Índia pode ser um desafio. O país é enorme, com regiões bem diferentes entre si, cada qual com suas peculiaridades e atrações. Os deslocamentos não são fáceis – 200 km na Índia não são como 200 km aqui no Brasil, pode acreditar. Por isso, selecionar e cortar destinos são essenciais para evitar fazer de suas férias uma maratona.

Tivemos 26 dias no país e concentramos nossa viagem na porção norte da Índia. Queríamos conhecer o Rajastão, estado dos marajás e da Índia monumental e colorida que habita nossos clichês de viagem; e Varanasi, a Índia espiritual. Lendo um pouco sobre o país, adicionei McLeod Ganj e Amritsar à parte religiosa do roteiro.

Ficou assim:




Nova Delhi – 02 a 04 de outubro


Mulheres rezam na Jama Masjid, principal mesquita de Delhi

Talvez a capital da Índia - caótica, imensa e desafiadora – não seja a melhor porta de entrada para o país, que pode exigir alguma aclimatação das almas mais sensíveis. Nosso contato inicial com Délhi foi meio desastroso, bem distante dos relatos românticos dos primeiros encontros. Mas a gente insistiu e, no final da viagem, nos acertamos aos poucos, eu e Delhi.

Chegamos no dia 02 à tarde e voamos para Dharamshala no dia 04 pela manhã, então tivemos apenas um dia completo na capital nesse momento.Voltamos à Delhi no final da viagem para mais quatro noites.

Forma de deslocamento Nova Delhi – Dharamshala: vôo pela Air India. De Dharamshala até McLeod Ganj pegamos um táxi no aeroporto, são cerca de 30 minutos de viagem entre as duas.

McLeod Ganj – 04 a 07 de outubro 

Os Himalaias como cenário

McLeod Ganj é a sede do governo exilado do Tibet, país ocupado pela China desde 1950, e casa do Dalai Lama. É uma pequena vila aos pés dos Himalaias, imperdível para interessados em budismo e meditação. As paisagens da região são lindas!

Ficamos três noites porque queríamos descansar e aproveitar as paisagens de montanha. Mas duas noites são suficientes.

Para os interessados em natureza, pode valer a pena fazer o trekking Triund, para ter a melhor vista das montanhas Dhauladhar (que fazem parte da Cordinheira dos Himalaias), saindo de Mcleod Ganj ou Dharamkot. Nós não fizemos, mas parece ser um trekking legal para iniciantes!

Forma de deslocamento McLeod Ganj – Amritsar: carro alugado, no próprio hotel onde nos hospedamos. São cerca de cinco horas de viagem numa estrada cheia de curvas e sem acostamento.

Amritsar - 07 a 09 de outubro

A fila de Sikhs para entrar no Harmandir Sahib

Amritsar fica na fronteira com o Paquistão e é a capital espiritual do Sikhismo, religião monoteísta surgida em Punjab, região que engloba norte da Índia e Paquistão. Lá fica o Harmandir Sahib, ou Templo de Ouro, principal templo e centro de peregrinação da fé Sikh. Mais ou menos como Jerusalém para os católicos e Varanasi para os hindus.

Forma de deslocamento Amritsar - Varanasi: vôo com a Air India.

Varanasi – 9 a 12 de outubro



Varanasi é a capital espiritual do hinduísmo, além da cidade habitada mais antiga DO MUNDO. São mais de 7 mil anos existindo nesse mundo de meu Deus! Acho que esses são motivos suficientes para colocar essa cidade doida e desafiadora em seu roteiro. Foi a pior e melhor parte da nossa viagem.

Forma de deslocamento Varanasi - Agra: vôo com a Air India

Agra – 12 a 13 de outubro

Pra que inventar quando o clássico é isso??

Taj Mahal – basta isso para Agra merecer um espaço no roteiro de qualquer turista à Índia! O mausoléu é tudo o que falam dele e mais um pouco. Mas achamos que Agra vale mais que um bate-e-volta de Delhi: além da visita ao Taj merecer toda calma do mundo, o Forte de Agra é lindo, enorme e super bem conservado!

Forma de deslocamento Agra – Jaipur: carro alugado com motorista.

Jaipur – 13 a 15 de outubro



Jaipur é a porta de entrada do Rajastão, estado indiano do Deserto de Thar e da Índia dos marajás. É aqui que a gente acha aquele país que povoa nossos clichês de viagens! Jaipur é organizada para os padrões indianos e cheia de monumentos de encher os olhos, já que foi capital do Rajastão. Passamos dois dias e uma noite em Jaipur, mas achamos que vale um dia a mais!

Forma de deslocamento Jaipur – Jodhpur: trem.

Jodhpur – 15 a 17 de outubro



A joia de Jodhpur é o Forte de Mehrangarh, o maior de toda região. Além de super conservado, a fortaleza está encravada na maior colina de Jodhpur e é rodeada por um belo cenário natural, que virou Parque Nacional em 2006. Junte a isso uma cidade medieval do século XVI, em diversas tonalidades azuis, e você terá Jodhpur! Apesar de linda, Jodhpur é pequenina e dois dias são suficientes para conhecer os principais pontos de interesse.

Forma de deslocamento Jodhpur - Jaisalmer: trem.

Jaisalmer – 17 a 20 de outubro

Quase conto de fadas.

Apesar de pequenina, Jaisalmer foi nossa parada preferida do Rajastão! Seu jeitão de cidade pequena, encravada no coração do Deserto de Thar, enche Jaisalmer de um charme old school! Seu forte é o único ainda habitado do Rajastão. A gente se sente voltando no tempo ao andar nas ruas dentro da fortaleza e ver a vida acontecendo por ali! Reserve pelo menos duas noites para a cidade, já que uma delas dá para passar em pleno deserto, com passeios oferecidos pelos hotéis e agências locais.

Forma de deslocamento Jaisalmer – Udaipur: trem no trecho Jaisalmer – Jodhpur e motorista particular de Jaisalmer - Udaipur.

Udaipur – 20 a 23 de outubro



Udaipur é um sopro de frescor e romantismo no Rajastão! A combinação dos lagos, palácios e templos é matadora, e arranca suspiros dos corações mais duros nos finais de tarde nos milhares de rooftops da cidade. É a cidade mais bem estruturada para receber turistas, e a área em volta do Lago Pichola é formada basicamente por hotéis, restaurantes, lojas e agências de turismo.

Dois dias completos são suficientes para conhecer as principais atrações, mas é legal ficar um pouco mais para descansar e curtir o clima mais tranquilo da cidade.

Forma de deslocamento Udaipur – Nova Delhi: voo pela Air India.

Nova Delhi – 23 a 28 de outubro

Voltamos à capital no final da viagem, já mais adaptados ao país. Por causa de um problema com o visto para Dubai (que seria um stop over no nosso voo de volta para casa), ganhamos dois dias a mais do que estava planejado em Delhi.

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2 comentários

  1. Olá Janira!
    Mt legal o seu roteiro.
    Tire-me umas dúvidas, por favor.
    1. Você alugou o carro com motorista lá mesmo ou anteriormente? Preço justo?
    2. Dentro das cidades continuou com o motorista ou fez por conta própria?
    3. Esse motorista era também um guia ou só levava onde queria sem muitas explicações?
    Obrigado!
    Luiz Paulo

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    Respostas
    1. Olá Luiz Paulo!
      Que legal que você gostou! Obrigada!
      Respondendo suas dúvidas:
      1. Eu aluguei os carros lá. Falei com algumas empresas e motoristas que oferecem o serviço aqui no Brasil, para ter uma ideia dos preços, mas acabei fechando tudo por lá. Achei os preços justos sim, acho que é um serviço que vale a pena contratar na Índia, em alguns trechos. De McLeod Ganj para Amiritsar paguei Rs 5000 (com tip) - fechamos no próprio hotel. De Agra para Jaipur: Rs6.000 + 500 de tip para Mr. Khan. De Jodhpur para Udaipur: Rs5.500 negociado com Janu private tours + Tip de 500 para Rafik (motorista). Adorei o serviço deles! O contato é: Khan Shabbir - jaipurjanu@gmail.com. O trecho que mais valeu a pena foi Jodhpur para Udaipur, porque dá para passar no templo jainista Ranakpur.
      2. Não, sempre por conta própria. Contratamos os motoristas apenas para o deslocamento.
      3. Depende do que você combina. No caso do trecho até Agra contratamos também guia para o Taj Mahal. Apesar de fecharmos tudo junto, eram pessoas diferentes. Mas sei que existe motoristas que são guias também!

      Abraços,
      Janira

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